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    MANUSCRITO. DIPLOMA DA RAINHA ISABEL II. (Elizabeth II).

    MANUSCRITO. DIPLOMA DA RAINHA ISABEL II. (Elizabeth II). 

    Diploma oficial emitido em 18 de fevereiro de 1957 pela Rainha Isabel II do Reino Unido, concedendo uma distinção honorífica a um cidadão português Antero Carreiro de Freitas, concedendo o título de Cavaleiro Comandante Honorário da Ordem Real Vitoriana. Datado de 18 de fevereiro de 1957. Assinado pela Rainha Isabel II (como Soberana e Grã-Mestre) e pelo Chanceler Scarbrough. Lawence Lumley, 11º Conde de Scarbrough, foi uma figura proeminente na corte britânica, tendo também servido como Grão-Mestre da Grande Loja Unida de Inglaterra e Governador de Bombaim. Chancellor é o título oficial da Ordem da Jarreteira, sendo responsável por assinar documentos formais da ordem. Possui 2 selos brancos e o envelope original. 

    Tradução: Elizabeth II, pela Graça de Deus, do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e dos Seus outros Reinos e Territórios, Rainha, Chefe da Commonwealth, Defensora da Fé e Soberana da Real Ordem Vitoriana.

    Ao Senhor Antero Carreiro de Freitas, Saudações.

    Considerando que julgamos oportuno nomear e designar-vos Comendador Honorário da Nossa Real Ordem Vitoriana.

    Nós, pelas presentes, vos concedemos a Dignidade de Comendador Honorário da Nossa dita Real Ordem e autorizamos-vos a ter, possuir e desfrutar da dita Dignidade como Comendador Honorário da Nossa dita Real Ordem, juntamente com todos e singulares os privilégios a ela pertencentes ou inerentes.

    Dado na Nossa Corte de Saint James's sob o Nosso Signo Manual e o Selo da Nossa dita Real Ordem, este décimo oitavo dia de fevereiro de 1957, no sexto ano do Nosso Reinado.

    Por Comando da Soberana.

    Elizabeth R, Grão-Mestre.

    Scarborough, Chanceler

    Antero Carreiro de Freitas Nasce em São Miguel, iniciou a carreira de diplomata em 1922, como adido na embaixada de Portugal junto da Santa Sé. Em 1926, foi nomeado secretário da embaixada em Tóquio, onde exerceu as funções de Encarregado de Negócios de Portugal até 1930. De seguida, foi colocado na legação portuguesa de Pequim, até 1936, para voltar a Tóquio até 1939. Na primeira fase da guerra sino-japonesa, negociou com o governo japonês vários acordos relativos a Macau e Timor.

    De regresso ao Vaticano, foi enviado para Paris, refugiando-se em Vichy, devido à ocupação da cidade pelas tropas nazis. Foi então colocado na secção dos Negócios Políticos e Diplomáticos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, onde permaneceu até 1946. No ano seguinte, foi nomeado Conselheiro de Embaixada e Ministro Plenipotenciário, em 1950, prestando serviço no Chile e em Havana, e Chefe do Protocolo do Estado, desde 1951.

    Foi distinguido com o grau de oficial da Ordem Militar de Cristo, cavaleiro da Ordem Militar Santiago da Espada, comendador de várias ordens estrangeiras, como o Tesouro Sagrado do Japão, Coroa da Bélgica, Santo Olavo da Noruega, Isabel Católica de Espanha, entre outras. Foi também Diretor-Geral no Ministério das Colónias

    Medidas: 38,5 x 32,5 cm

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    SILVA, José de Seabra da. (Marquês de Pombal). - DEDUCÇÃO CHRONOLOGICA E ANALYTICA PARTE PRIMEIRA, na qual se manifestão pela successiva serie de cada hum dos Reynados da Morarquia Portugueza, que decorrêrão desde o Governo do Senhor Rey D. João III. até o presente, os horrorosos estragos, que a Companhia denominada de Jesus fez em Portugal... Vol. I (ao IV).

    SILVA, José de Seabra da. (Marquês de Pombal). - DEDUCÇÃO CHRONOLOGICA E ANALYTICA PARTE PRIMEIRA, na qual se manifestão pela successiva serie de cada hum dos Reynados da Morarquia Portugueza, que decorrêrão desde o Governo do Senhor Rey D. João III. até o presente, os horrorosos estragos, que a Companhia denominada de Jesus fez em Portugal, e todos seus Dominios, por hum Plano, e Systema por ella inalteravelmente seguido desde que entrou neste Reyno, até que foi delle proscripta, e expulsa pela justa, sabia, e providente Ley de 3. de Setembro de 1759 dada à luz pelo Doutor Jozeph de Seabra da Sylva Desembargador da Casa da Supplicação, e Procurador da Coroa de S. Magestade.... Lisboa. Na Officina de Miguel Manescal da Costa, Impressor do Santo Officio, 1767 (a 1768). 4 Vols. In-4º Encs em 3.

    Primeira edição. Rara. Coleção completa, composta de 2 volumes com a Dedução e 2 com as Provas. Contem junto com frontispício próprio " PETIÇÃO DE RECURSO..." e 2 ALVARAS no final. Célebre obra de propaganda da autoria do Marquês de Pombal, elaborada para justificar a perseguição aos Jesuítas e para incitar os restantes soberanos a imitarem os atos do rei D. José. O esforço para denegrir os feitos da Companhia de Jesus torna a obra inverosímil e mesmo contraproducente para sensibilidades do nosso tempo. No entanto a Dedução é percursora da construção de «lendas negras» que viriam a ser utilizadas na afirmação de potências dominantes e na justificação de atos de violência e agressão, pois estabeleceu o paradigma das obras de propaganda negativa, com acusações pessoais e falsidades chocantes, que se tornaram regra nas lutas ideológicas dos últimos 250 anos.

    Esta obra é uma das mais importantes fontes para o conhecimento das ideias políticas e dos métodos de exercer o poder do Marquês de Pombal. Apesar de no frontispício constar o nome do autor (Seabra da Sylva) a autoria desta obra esteve sempre envolvida em polémica e é por muitos atribuída ao Marquês de Pombal. Bem conservados. Encadernações da época inteiras de pele com o super-libros da casa Real portuguesa gravado a ouro nas pastas e elegantes ferros a ouro nas lombadas. Corte de folhas marmoreado.

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    RIBEIRO, Capitão João. - HISTOIRE DE L'ISLE DE CEYLAN. Ecrite par le Capitaine J. Ribeyro, & présentée au Roi de Portugal en 1685. Traduite du Portugais par Monsr. L´Abbé Le Grand. Enrichie de Figures en Taille-douce.

    RIBEIRO, Capitão João. - HISTOIRE DE L'ISLE DE CEYLAN. Ecrite par le Capitaine J. Ribeyro, & présentée au Roi de Portugal en 1685. Traduite du Portugais par Monsr. L´Abbé Le Grand. Enrichie de Figures en Taille-douce. Amsterdam. Chez J. L. de Lorme, Libraire. 1701. In-8º de [24], 352 págs. Enc.

    Bela e rara edição ilustrada 8 gravuras em folhas desdobráveis. A primeira contém um mapa geral de grande formato da Ilha de Ceilão, desenhado pelo Senhor de L´Isle e gravado por Bercy; a segunda representa a árvore do cinamon donde se extrai a canela; a terceira a talagaia; a quarta a planta da cidade de Colombo; a quinta a fortaleza da Ponta de Gale; a sexta a baía de Triquinimale e de Cotiari; a sétima a Ilha de Manar; e a oitava uma pormenorizada planta da cidade e do castelo de Cândia. Obra importante para o estudo do domínio de Portugal, na ilha descoberta por D. Lourenço de Almeida em 1506, mas o que levou os estudiosos franceses a traduzir a obra e a editá-la em Paris e Amsterdão no mesmo ano é o seu grande valor para o estudo do povo cingalês do ponto de vista da história, linguística, antropologia, etnologia e cultura. Exemplar limpo e bem conservado. Encadernação inteira de pele.

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    PHASES. Cahiers internationaux de recherches littéraires et plastiques. Editor: Edouard Jaguer. 1ª série nº 1 de janeiro de 1954 (ao nº 11 de maio de 1967 e 2ª série do nº 1 de maio de 1969 ao nº 5 de novembro de 1975) Juntamos: Exposição Phases em Portugal. Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1979. Exposição “Phases” em Portugal. Junta de Turismo da Costa do Sol, novembro de 1977.

    PHASES. Cahiers internationaux de recherches littéraires et plastiques. Editor: Edouard Jaguer. 1ª série nº 1 de janeiro de 1954 (ao nº 11 de maio de 1967 e 2ª série do nº 1 de maio de 1969 ao nº 5 de novembro de 1975) Juntamos: Exposição Phases em Portugal. Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa 1979. Exposição “Phases” em Portugal. Junta de Turismo da Costa do Sol, novembro de 1977. Paris. Paul Facchetti. 1954 (a 1975). 15 Nos. In-4º

    Coleção completa. Embora aberta à poesia, a revista Phases estava resolutamente focada na jovem pintura abstrata e no surrealismo do pós-guerra, assumindo rapidamente as dimensões de um movimento inteiro. Vários números da revista foram publicados por ocasião de algumas das numerosas exposições coletivas, como em 1955 na galeria Creuze em Paris (nº 2) e no Museu Stedelijk em Amesterdão em 1957 (nº 4). Participação portuguesa de Cruzeiro Seixas, Cesariny, Pedro Oom, Fernando de Azevedo, Alexandre O'Neill, Vespeira, etc. Gravuras de W. Baumeister, k.o. Götz, R. Giguere, P. Alechinsky, J. Silva, Corneille, Z. Makowski, J. G. Posada, W. Lam, J.-P. Vielfaure, R. Martini, E. Baj e F. Muzika, C. Pozzati, U. Mariani, C. Van Breedam, L. Novak, L. Gass, G. Gallizioli, J.-C. Langlois, G. Ducornet, G. Vuillamy, W. Apellbaum, R. kraguly e L. Zeller

    Textos e poemas de G. Hénein, L. Scutenaire, C. Dotremont, Jaguer, C. Tarnaud, G. Mathieu, M. Tapiè, J.P. Lebel, J. P. Duprey, J. Lacombez, C. Viseux, A. Joubert, R. Ivsic, P. Roosten, J.-B. Brunius, J. Schuster, G. Cabanel, G. Goldfayne, R. Benayoun, A. Chavée, E. Crispolti, J. Mayoux, G. Gronier, F. Smejkal, V. Linhartova, R. Daussy, H. Mérour, G. Rosey, C. Dupuy, A. Ethuin, J. Koblasa, J. Matton, A. Roussel, H. Mérour, C. Bernard, M. Vanci, F. Denys, A. Jakovski, P. Kral, L. Andrès, R. Erben, G.-H. Morin, P. Oom, K. Sebek, J.P. Guillon, L. Serrano, R. Galizot, B. Jund, P. Garon, B. Lampin, A. Coyné, etc. Bem conservados.

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    OSÓRIO, Jerónimo. - DE REGIS INSTITVTIONE ET DISCIPLINA. LIB. VIII. ... Cum gratia & Priuilegio Regum. sebas. r. por. et phi. r. catho.

    OSÓRIO, Jerónimo. - DE REGIS INSTITVTIONE ET DISCIPLINA. LIB. VIII. ... Cum gratia & Priuilegio Regum. sebas. r. por. et phi. r. catho. Olysippone. Ex Officina Ioannis Hispani, 1571. [No final: OLYSIPPONAE EXCVDEBAT FRANCISCVS CORREA AMPLISS. ET SERENISS. Cardi. Infan. Typogra. A. 1572. M. Ianu. D. 22]. In-8º de 308, [2] Fls. Enc.

    Primeira edição. RARISSIMA. Desta obra do Bispo de Silves fizeram-se numerosas edições em Portugal e na Europa. No verso do frontispício contém a aprovação de Fr. Bartolomeu Ferreira, censor de “Os Lusíadas”. Anotação manuscrita na folha de rosto: "Expurgado conforme al expurgat.º del año de.?? 8 [1628]", assinado: "Fr. Miguel de st.???". A folha. 36 com duas linhas do texto riscadas a tinta, que julgamos serem da inquisição, como acontece em outros exemplares. Possui no final 2 Fls, tendo a primeira os seguintes dizeres: TYPOGRAPHVS LECTORI e no verso a Errata que ocupa três páginas. Estas folhas não são referidas por Anselmo, D. Manuel II, nem referidas por José dos Santos no catálogo de Monteverde. Encadernação da época em pergaminho. J. A. Teles da Sylva, Vol. 2, Nº 21. D. Manuel, Vol. III, 39; Anselmo, 504.

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    MOTA E ARMANDO CORTESÃO, Avelino Teixeira de. - PORTUGALIAE MONUMENTA CARTOGRAPHICA. Vol. I (ao Vol. VI - Index).

    MOTA E ARMANDO CORTESÃO, Avelino Teixeira de. - PORTUGALIAE MONUMENTA CARTOGRAPHICA. Vol. I (ao Vol. VI - Index). Lisboa. 1960. 6 vols. Fólio. Encs.

    Edição monumental, comemorativa do V Centenário da Morte do Infante D. Henrique. Ilustrada com centenas de estampas, muitas em folhas desdobráveis, a negro, cores, prata e ouro. Textos em português e Inglês. Bem conservados. Encadernações originais em pergaminho com alguns defeitos. Pintado à cabeça.

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    MORAES, Wenceslau de. - O CULTO DO CHÁ. Ilustrações de Yoshiaki.

    MORAES, Wenceslau de. - O CULTO DO CHÁ. Ilustrações de Yoshiaki. Kobe. Typographia do "Kobe Herald". 1905. In-8º de 46 págs. Enc.

    Primeira edição. Muito rara. Ilustrado com desenho coloridos a mão e impresso e folha dupla ao estilo japonês. Ex-libris da Livraria Ferreira de Lisboa no frontispício. Encadernação meia de pele. Capas de brochura preservadas.

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    MANUSCRITO. ARQUIVO DA FAMILIA TÁVORA. 54 Manuscritos. Séc. XIV ao XIX

    MANUSCRITO. ARQUIVO DA FAMILIA TÁVORA. 54 Manuscritos. Séc. XIV ao XIX

    A família dos Távoras tem origens antiquíssimas, que alguns estudos genealógicos fazem remontar a um dos filhos de Ramiro II, Rei de Leão. O primeiro Senhor de Távora é Rozendo Hermingues, um nobre hispânico que viveu algures nos finais do século XI, princípios do século XII. O senhorio do morgado de Távora permanece na linha varonil desta casa. O hexaneto de Rozendo Hermingues é Lourenço Pires de Távora (c.1350–c. 1381), Senhor de Távora, cavaleiro do Reino de Portugal, Senhor do Minhocal por carta de 26 de dezembro de 1359, Senhor das terras de Paredes e Penela, no almoxarifado de Lamego, em 10 de julho de 1377[1] e do Couto de São Pedro das Águias por mercê do Rei D. Pedro I. Diz-se também, embora não haja provas documentais, que foi esta nobre família transmontana a fundadora do Mosteiro de São Pedro das Águias. O filho primogénito de Lourenço Pires de Távora é Álvaro Pires de Távora (c.1370-?), 1.º Senhor do Mogadouro por mercê do Rei D. Fernando I.

    Os Marqueses de Távora tornaram-se figuras mais relevantes e ricas do Reino, pois alianças matrimoniais da família os uniram aos Condes de Atouguia, os Marqueses de Alorna, os Condes da Ribeira Grande, os Condes de Vila Nova, os Duques de Aveiro e os Duques do Cadaval.

    Após a execução pública dos líderes da família em 1759, sob acusação de atentado contra o rei D. José I, os sobreviventes foram perseguidos e tiveram seus bens confiscados. Parte dos descendentes que escaparam da "crueldade de Pombal" fugiu para o Brasil, estabelecendo-se principalmente no Ceará. No Brasil, a linhagem recuperou prestígio. A família Távora tornou-se uma das mais influentes na política cearense, produzindo figuras como Juarez Távora (militar e político de destaque nacional) e diversos governadores e senadores, assim como D. Francisco Xavier de Távora que foi governador do Rio de Janeiro (1713–1716). Durante seu mandato, foi responsável por fortificar a cidade e ordenar a construção do Forte da Laje.

    Embora o título de Marquês de Távora nunca tenha sido restaurado, a rainha D. Maria I reabilitou a memória da família, reconhecendo sua inocência anos após o suplício. No Brasil, esse ramo familiar prosperou de forma independente da antiga nobreza cortesã, consolidando-se como uma elite política republicana.

     

    1 - 1396 (Era 1434), Janeiro, 30

    Carta de confirmação del-Rei Dom João I, a favor de Ruy Gonçalves, seu vassalo, que possuía uma carta de Gil Vasques da Cunha e sua mulher, sobre a doação da vila de Crasto Vicente com sua jurisdição.

    Mandado passar por João Afonso, que assina.

     

    2 - 1425, Azambuja, Novembro, 14

    Instrumento de escambo de uma courela em Alpampilhel, no termo de Azambuja outorgado por Vicente Lourenço e sua mulher Catarina Pires a favor de Nuno Martins da Silveira, Cavaleiro e Escrivão da Puridade do Infante Nosso Senhor, e a sua mulher Leonor Domingues de Abreu.

    Foram testemunhas: Lopo Rodrigues, Escudeiro; João Domingues; Salvador Domingues; Afonso Martinz (do Outeiro); e outros.

    Tabelião: Lopo Gonçalves a fez na vila de Azambuja, com ordem de Fernão Alvares de Moura, Senhor de Azambuja.

     

    3 - 1438, Azambuja, Dezembro, 14.

    Carta de venda de duas courelas em Alpampilhel, feita por Salvador Domingues (morador em Aveiras do Fundo, termo de Santarém), testamenteiro de Gonçalo Anes ( de alcunha "Saso") e de sua mulher Clara Esteves, e nessa qualidade vende a Nuno Martins da Silveira, do Conselho del-Rei e Escrivão da Puridade do dito Senhor, e a sua mulher Leonor Gonçalves de Abreu, duas courelas em Alpampinhel, terra entre o termo de Santarém e Azambuja.

    Foram testemunhas: Afonso Lourenço, sapateiro; Pero Afonso, grudador; Afonso Pires (de Aveiras de Fundo); João Vieira, e outros.

    Tabelião: Pero Vasquez, vassalo de El-Rei, tabelião na vila de Azambuja, por Fernão Alvares de Moura, Senhor de Azambuja.

     

    4 - 1442, Era de 1480 ?), Coimbra, Novembro ,18

    Carta de mercê de El-Rei Dom Afonso V, a favor de Pedro Lourenço de Távora, dos bens de raiz que tinha tido por mercê de El-Rei, o Abade João.

    Garcia, no termo da Villa de Miranda do Bispo.

    Mandou por João de Almeida, do Seu Conselho e seu Vedor da Fazenda, passar carta, que foi feita por Vasco Farinha.

     

    5- 1452, Tentugal, Maio, 4.

    Carta de El-Rei Dom Afonso V, a favor de Diogo da Silveira, testamenteiro de seu sogro Fernão Gomez (Senhor de Góis), confirmando Diogo da Silveira e sua mulher dona Beatriz como testamenteiros, e tudo o que nele se contem como atesta o dito testamento feito em Góis a 4 de Setembro de 1408, de que é feito treslado.

    João Rodrigues, cavaleiro vassalo e ouvidor de El-Rei, mandou passar este documento.

     

    6 - 1452, Lisboa, Fevereiro, 4

    Instrumento de avença e transação, feito perante Gonçalo Garcia, licenciado nas leis e Juiz de El-Rei, e Ruy Vieira, procurador do dito Senhor, sobre uma demanda de bens do falecido Lopo Estevez, entre duas partes sendo de uma João Taveira e sua mulher Mecia Lopez, em representação também dos irmãos desta, Catarina Lopez, João Lopez, Afonso Lopez e Violante Lopez, e da outra parte Gomez Lourenço, seu tio, irmão do falecido Lopo Estevez, sobre a posse e direitos aos seguintes bens: uma casa perto da Sé de Lisboa, uma quinta no campo de Alvalade, um casal no termo de Sintra que se chama dos Palmeiros, e um casal no lugar do Varatojo no termo da dita cidade, e que agora por emprazamento estavam na posse do dito Gomez Lourenço.

    Este documento foi passado a pedido de Gomez Lourenço, por Nicolau.

    Anes, tabelião de El-Rei na cidade de Lisboa.

     

    7 - 1459, Lisboa, Julho, 21

    Instrumento de transacção e disposição amigável sobre a demanda entre o doutor Nuno Gonçalves, cavaleiro da casa de El-Rei e do Seu desembargo marido de Violante Lopez, filha do falecido Lopo Estevez, em representação da parte dos irmãos desta, em oposição a seu tio Gomez

    Lourenço (cavaleiro da casa de El-Rei e do seu desembargo) sobre a posse e usofruto dos bens do falecido Lopo Estevez.

    Este instrumento e outorgamento das duas partes foi feito por Alvaro Afonso, Público Tabelião Geral, por El-Rei nosso Senhor, em todos os Seus Reinos.

     

    8 - 1453, Lisboa, Junho, 14

    Carta de confirmação de mercê e privilégios de El-Rei Dom Afonso V, a favor do Senhor Alvaro Pirez de Távora, sobre as honras de Galegos (Castro Verde de Galegos) e de Lordelo, no termo de Vila Real, com todas as suas jurisdições, rendas, direitos e tenças, recordando as mercês feitas por seu avô El-Rei Dom João I, a Pedro Lourenço de Távora, pai do dito Alvaro Pirez, a favor de todos os seus herdeiros e descendentes.

    Manda que não haja embargo algum com os Juízes daquelas honras nomeados pelo dito Alvaro Pirez de Távora, respectivamente João Pirez em Gallegos, e João Lopez em Lordelo.

    Mandado passar pelo doutor Nuno Gonçalves, Cavaleiro da Casa de El-Rei e do seu desembargo, sendo feita por João de Lisboa.

     

    9 - 1469, Lamego, Julho, 10

    Carta de Sentença dada por André Afonso, Cónego na Sé da cidade de Lamego, que exerce em nome do Senhor Dom Rodrigo de Noronha, Bispo de Lamego, sobrinho de El-Rei nosso Senhor e Seu Capelão-Mor, a favor de Dom frei João, Abade do Mosteiro de São Pedro das Aguias, sobre os dizimos, rendas e direitos da aldeia da Ermedosa, em detrimento da outra parte representada por Eytor Dominguez, em nome de Alvaro Pirez de Távora

    O notário Gonçalo Anes a fez.

     

    10 - 1481, Novembro, 4

    Carta de mercê de El-Rei Dom João II, a favor de Pedro Lourenço de Távora dos bens que Lopo Afonso, Abade de Santa Maria da Villa de Miranda do Bispo, comprou ao Abade João Garcia (na comarca de Tras-os-Montes), sem licença de El-Rei, nem tendo deles registo nos livros do almoxarifado.

    Mandou passar por Martim Vaz de Castelo Branco, Vedor da Sua Fazenda.

     

    11 - 1492 Treslado de Cartas Régias de mercê e privilégios a favor da Família Távora, tirados por ordem de El-Rei da Torre do Tombo a pedido de Pedro Lourenço de Távora.

    Documentos relativos a terras, honras e vilas administradas pela Família Távora, nomeadamente em Mirandela, Mogadouro, São João da Pesqueira, Távora, São Pedro das Aguias, Favaios, etc...

     

    12 - 1496, Novembro, 20

    Carta de mercê de El-Rei Dom Manuel I, a favor de Alvaro Pirez de Távora, do Ofício de Couteiro-Mor das Perdizes. Assinatura de El-Rei Dom Manuel

     

    13 - 1502, Lisboa, Agosto, 2

    Carta Testemunhal de El-Rei Dom Manuel, a respeito da demanda que instaurou Ruy de Morais, procurador dos Concelhos de Mirandela, Favaios, Alijó, Alfandega, Mogadouro e Crasto, contra Alvaro Pirez de Távora, Fidalgo da Casa de El-Rei, sobre os direitos de portagem e outros foros. Contém treslado da carta de povoamento de Trás-os-Montes, dada por Afonso Fernandez em nome de El-Rei (dada na vila d' Alfandega a Fevereiro de 1370). Esta carta testemunhal mandou passar El-Rei a favor de Alvaro Pirez de Távora.

    Mandou passar esta carta testemunhal pelo desembargador e Juiz dos agravos.

     

    14 - 1506, Paradela (termo de Mirandela).

    Treslados do Cartório de Mirandela e Seus Termos, das terras, vilas e honras pertencentes à Família Távora, tendo início em 1506 e fecho aos 18 dias de Junho de 1509. Neste periodo o Seu Administrador era Álvaro Pirez de Távora.

     

    15 - 1507, Mogadouro, Abril, 15

    Instrumento de outorga e quitação passada por ordem de Dona Joana da Guerra a Alvaro Pirez de Távora e a sua mulher Dona Joana, de todos os direitos, rendas, foros e tributos, que a dita senhora tinha sobre a Vila de Favaios.

     

    16 - 1509, Mogadouro, Março, 15

    Aforamento de um quinhão do Casal de Carvalhais, termo da Vila de Mirandela, que fez o Senhor Álvaro Pirez de Távora e sua mulher dona Joana da Silva, a Pedro Alvares, homem solteiro, filho de Alvaro Lopez.

     

    17 - 1513, Lisboa, Julho, 12.

    Carta de Venda de três courelas de vinhas forras e isentas no cabo de Alvalade Grande, que por 40.000 reais o doutor mestre Afonso, Físico de El-Rei, e sua mulher Marta Rodrigues, venderam a Miguel Nunes, Cavaleiro da Casa de El-Rei e Seu Tesoureiro.

    As ditas courelas confrontavam com outras de João do Reino, Heitor de Oliveira, e Afonso Ferreira.

    Testemunhas: Luiz de Abreu, Contador de El-Rei, Afonso de Proença, do Tesouro do dito Senhor; e o Tabelião na cidade de Lisboa, Brás Afonso.

    A mando de Sua Alteza, escreveu-a Sebastião Alvares.

     

    18 - 1513, Lisboa, Julho, 12.

    Carta de Venda de três Courelas de Vinhas, que o doutor mestre Afonso, Físico de El-Rei, e sua mulher Marta Rodrigues, venderam a Miguel Nunes, Cavaleiro da Casa de El-Rei e Seu Tesoureiro.

    Documento da mesma natureza do anterior.

     

    19 - 1525, Santarém, Novembro, 24.

    Carta de Mercê e Tença de El-Rei Dom João III, do Ofício de Tabelião Público e Notarial nos lugares e honras de Favaios, e Galegos (Castro Verde de Galegos), a João Moutinho em sucessão a Afonso Martins.

    Visto pelo doutor Brás Neto, do Conselho de El-Rei e do Desembargo das petições do Paço, a 18 de Janeiro de 1526.

     

    20 - 1529, Moura, (...), 13

    Carta de Aforamento de casa na cidade de Lamego, feita em Moura nas casas de Beatriz Rodrigues, viúva do doutor (....) Rodrigues, pelo Tabelião Francisco Martins.

     

    21 - 1536, Lisboa, Janeiro, 19.

    Carta de Sentença de Frei Nicolau de Lisboa, Ministro do Mosteiro da Santíssima Trindade da Ordem da Rendição dos Cativos, Juiz Conservador Apostólico da Bula das Comendas da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo no Senhorios de Portugal, perante os desembargadores da Casa do Civel ( os doutores Fernão Martins, Alvaro Esteves e Diogo Vasques, e os licenciados Antão Gonçalves e Jorge Cabral), a favor de Luiz Alvares de Távora, do Conselho de El-Rei, Senhor e Herdeiro do Morgado e Casa de Távora, em detrimento da oposição do Procurador da Ordem de Cristo, sobre o direito de Padroado da Casa de Távora na Igreja de Santa Maria de Crasto Rompal e sua anexa de S. Miguel de Banrreses, e suas capelas na terra de Lampaças, termo de Bragança. A sentença prova que os Senhores do Morgado de Távora, edificaram em suas terras a dita Igreja e sua anexa, tendo-a em posse pacífica e imemorável, com direito de Padroado de Pessoas Leigas, apresentação do Reitor, como se confirma pelos livros do cartório do Arcebispado de Braga.

    Desta maneira seu Pai Alvaro Pirez de Távora, apresentara seu tio Ruy Pirez de Távora, último Abade e Possuidor da dita Igreja até sua morte a 1 de Setembro de 1533; e o seu avô Pedro Lourenço de Távora, anteriormente tinha apresentado a Afonso Eanes e a Martim Anes.

    Sendo agora a vez de Luiz Alvares de Távora poder apresentar Pedro Eanes, Clérigo de Missa, o que o fez dentro do tempo devido ( 4 meses) ao cabido de Braga por ser Sé Vagante.

    A demanda surgiu quando foi-lhe impedido tomar pelas Comendas da Ordem de Cristo, devido a uma má interpretação da bula do Santo Padre, visto esta não ter expressamente derrogado os Padroados Leigos.

    Esta sentença foi lavrada pelo Tabelião Sebastião Rodrigues, Clérigo de Missa, Notário Apostólico.

    Vem anexo um registo do Arcebispado de Braga, mandado em nome do Infante D. Henrique (Arcebispo de Braga), feito pelo escrivão João Teixeira.

    Contem armação danificada do selo pendente.

     

    22 - 1538, Lisboa, Dezembro, 23.

    Carta de mercê de tença de El-Rei Dom João III, de 80.000 reais, a favor de Simão da Silveira, pelos serviços que fez seu Pai o Conde de Sortelha.

    Manda a Ruy Lobo, da Sua Fazenda, assentar nos livros dela e fazer bom pagamento em cada ano ao primeiro dia do mês de Janeiro. Assinatura Régia

     

    23 - 1544, Lisboa, Janeiro, 26

    Carta de Padrão de El-Rei Dom João III, Padrão de 30.000 rs. a favor de Simão da Silveira, Fidalgo da Sua Casa.

    Obs: Assinatura Régia (falta selo pendente)

     

    24 - 1579, Lisboa, Março, 6

    Carta de Padrão do Cardeal - Rei Dom Henrique, a favor de Dona Branca de Mendoça, mulher de Luís da Silveira, 30.000 rs. de padrão em cada primeiro dia de Janeiro de cada ano. Assinatura Régia.

     

    25 - 1594, Lisboa, Janeiro, 8

    Treslado de Sentença e certidão, sobre a posse e direitos do Morgado instituído por Ruy Fernandez de Almada, a favor do neto e herdeiro deste, Cristóvão de Moura (de Almada), filho mais velho de Fernão Rodrigues de Almada. Tem o dito Morgado quatro padrões no valor total de 898.933 rs., para serem requeridos na Mesa da Fazenda pelo Administrador do dito Morgado.

    Mostra-se pela sentença, certidão e licença do Juiz dos Ortãos o licenciado Antão Cazoto. Feito pelo tabelião Jorge da Mota.

    Documento incompleto de uma folha, que não altera o conhecimento da sentença favorável a Cristóvão de Moura de Almada, tendo a certidão por inteira.

     

    26 - Séc. XVI

    Breve a favor da Família Távora (em Latim).

     

    27 - 1595, Lisboa, Setembro, 19

    Carta de Mercê de El-Rei Dom Filipe I, a favor de Luiz Alvarez de Távora, Fidalgo da Sua Casa, do Ofício de Couteiro de caçar as perdizes, na cidade de Miranda do Douro e seu Termo e em todas as suas terras e lugares. Assinatura Régia.

     

    28 - 1624, Lisboa, Dezembro, 20

    Carta de Mercê de El-Rei Dom Filipe III, Administrador da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, a favor de Diogo Luiz da Silveira, da mercê da Comenda de Nossa Senhora da Meiada na dita Ordem, com melhoria de 100.000 rs. de renda em qualquer uma das três comendas que tem, passando para a Comenda de São Martinho da Vila de Pombal. Assinatura Régia.

     

    29 - 1625, Madrid, Março, 12

    Carta de Mercê de El-Rei Dom Filipe III, a favor de Diogo Luiz da Silveira, Fidalgo da Sua Casa, de fazer-lhe do Seu Conselho.

    Feita por Francisco Lucena. Assinatura de El-Rei.

     

    30 - 1625, Lisboa, Outubro, 11.

    Carta de Confirmação de El-Rei Dom Filipe III, da mercê do título de Conde de São João da Pesqueira, dado a Luiz Alvarez de Távora por El-Rei Dom Filipe II. Assinatura Régia.

     

    31 - 1643, Lisboa, Outubro, 27

    Carta de Mercê de El-Rei Dom João IV, do título de Conde de São João da Pesqueira, com assentamento de 2.864 rs. por ano, como os demais Condes do Reino, a favor de António Luiz de Távora. Feita por Fernão Gomes da Gama. Assinatura de El-Rei.

     

    32 - 1644, Lisboa, Março, 12

    Carta de Mercê de El-Rei Dom João IV, a favor do Conde de São João da Pesqueira, António Luís de Távora, fazendo-lhe mercê da Comenda de São Mamede do Mogadouro, na Ordem de Cristo, no Arcebispado de Braga.

    Manuel de Castro a fez escrever. Assinatura de El-Rei.

     

    33 - 1653, Alcantara, Abril, 29.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom João IV, mercê de renovação de uma vida no título de Conde de São João da Pesqueira, a favor de Luiz Alvares de Távora, por ser filho mais velho de António Luiz de Távora, que foi Conde do mesmo título, e neto de Luiz Alvares de Távora, do Meu Conselho de Estado e que teve o mesmo título, e pertencer a ele Luiz Alvarez, pela mercê que estava feita do dito título ao dito seu avô para filho e neto, como pelo dito seu Pai ter ido na jornada da Restauração da Bahia.

    Luiz Teixeira de Carvalho a fez. Assinatura de El-Rei.

     

    34 - 1662, Lisboa, Janeiro, 21

    Carta de Mercê de El-Rei Dom Afonso VI, do posto de Mestre de Campo

    General de Trás-os-Montes e Minho, a Luiz Alvarez de Távora, Conde de São João da Pesqueira, pelos serviços que tem feito no Alentejo, Tras-os-Montes, Minho, ocupando o posto de Mestre de Campo de um terço de infantaria, com que socorreu a Praça de Olivença, estando depois no assalto de Badajoz, e ainda recuperando a Praça de Moura, sendo ferido de bala na cabeça, etc...

    Francisco Per9eira da Cunha a fez escrever. Assinatura da Rainha.

     

    35 - 1662, Lisboa, Outubro, 4.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom Afonso VI, a favor de Ruy Fernandez de Almada, Provedor da Casa da India, da mercê do título do Seu Conselho.

    António de Sousa de Macedo a fez escrever. Assinatura de El-Rei.

     

    36 - 1663, Lisboa, Março, 5.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom Afonso VI, a favor de Luiz Alvares de Távora, Conde de São João da Pesqueira, do lugar de Governador de Armas da Provincia de Trás-os-Montes, com exercicio do posto Mestre de Campo General na Provincia de Entre-Douro e Minho.

    João Ribeiro a fez escrever.

    Assinatura de El-Rei.. Este documento foi aditado a 22 de Março de 1669, confirmando o dito Conde no mesmo posto acima descrito, sendo esta confirmação assinada pelo Príncipe Dom Pedro.

     

    37 - 1673, Lisboa, Fevereiro, 9.

    Carta de Padrão do Príncipe Regente Dom Pedro, a favor de António Luiz de Távora, filho mais velho do Marquez de Távora, em respeito aos relevantes serviços de seu pai tanto na guerra como na paz, fazendo-lhe mercê em sua vida de 400.000 rs. de tença em cada ano.

    Sebastião da Gama Lobo a fez escrever. Assinatura do Príncipe.

     

    38 - 1693, Lisboa, Julho, 29.

    Alvará da Rainha Senhora Dona Maria Sofia de Neuburgo, a favor da Ilma. e Exma. Senhora Dona Izabel, filha dos Condes de São Vicente, da mercê de a tomar por Dama da Sua Casa.

    Martim Monteiro Paim a fez escrever.

    Assinatura de Sua Magestade a Rainha. A Rainha Dona Maria Sofia de Neuburgo era casado com El-Rei Dom Pedro II.

     

    39 - 1729, Lisboa Ocidental, Outubro, 11.

    Carta de Dom Nuno da Cunha, Presbitero Cardeal da Santa Igreja de Roma do Título de Santa Anastácia, Inquisidor Geral Nestes Reinos e Senhorios de Portugal e do Conselho de Estado de El-Rei, faz por bem de fazer Familiar do Santo Ofício, a Miguel Carlos da Cunha e Távora, Conde de São Vicente.

    Jácome Esteves Nogueira, Secretário do Conselho Geral a fez escrever.

    Assinatura do Cardeal da Cunha.

     

    40 - 1732, Lisboa, Dezembro, 13.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom João V, a favor de Fr. Manuel Carlos da Cunha e Távora e Silveira, Conde de São Vicente, doação de uma Comenda de São Pedro de Sexas e Cancelas na Ordem de Cristo, no Arcebispado de Braga. Assinatura de El-Rei.

     

    41 - 1751, Lisboa, Setembro, 5.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Fr. Miguel Carlos de Távora, Conde de São Vicente, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, de mercê da Comenda de Nossa Senhora da Silva de Castelejo na dita

    Ordem, no Bispado da Guarda. Assinatura de El-Rei.

     

    42 - 1751, Lisboa, Setembro, 5.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Fr. Miguel Carlos de Távora, Conde de São Vicente, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, de mercê da Comenda de Pena Garcia na mesma Ordem, no Bispado da Guarda. Assinatura de El-Rei.

     

    43 - 1753, Lisboa, Julho, 5.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Fr. Miguel Carlos de Távora, Conde de São Vicente, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, de mercê da Comenda de Nossa Senhora da Assunção da Azambuja na mesma Ordem, no Patriarcado de Lisboa. Assinatura de El-Rei.

     

    44 - 1768, Lisboa, Junho, 25.

    Carta de Padrão de El-Rei Dom José I, a favor de Dona Luiza Caetana de Lorena, filha da Duqueza de Cadaval, fazendo-lhe mercê em sua vida de 200.000 rs. de tença em cada ano, que era a metade que Sua Magestade tinha feito mercê à Duqueza sua mãe e que não tivera efeito. Assinatura de El-Rei.

     

    45 - 1768, Pancas, Abril, 22.

    Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Arcebispo de Evora Dom João de Nossa Senhora da Porta, Regedor da Casa de Suplicação, fazendo-lhe mercê do cargo de Presidente da Real Mesa Censória.

    Assinatura de El-Rei.

     

    46 - 1783, Lisboa, Setembro, 9.

    Breve de Dom Vicente Ranuzzi, Arcebispo de Tiro, Prelado Doméstico de Sua Santidade, Assistente ao Solio Pontificio, e Nuncio Apostólico nos Reinos de Portugal e Algarve e Seus Domínios com poderes de Legado Latere, Concedendo aos Condes de São Vicente e Seus Filhos, licença para que no oratório de suas casas assim na cidade, vila ou campo do Patriarcado de Lisboa, para se dizer missa todas as vezes que lhe parecerem.

    Assinatura do Arcebispo de Tiro (com selo branco das suas armas)

    Em aditamento,a Rainha Senhora Dona Maria I, dá o Seu Beneplácido para a execução deste Breve. Assina o Visconde de Vila Nova de Cerveira.

     

    47 - 1769, Ajuda, Agosto, 7.

    Carta de Mercê da Rainha Senhora D. Maria I, a favor do Conde de São

    Vicente, nomeando-o no Ofício de Veador da Sua Casa. Assinatura da Rainha.

     

    48 - 1791, Ajuda, Maio, 18.

    Carta de Mercê da Rainha Senhora Dona Maria I, de uma vida no título de Conde de São Vicente, a favor de Miguel Carlos da Cunha e Silveira. Assinatura da Rainha.

     

    49 - 1792, Lisboa, Junho, 11.

    Carta de Mercê em Nome da Rainha Senhora Dona Maria I, a favor do Conde de São Vicente, Manuel Carlos da Cunha e Silveira, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, fazendo-lhe mercê de duas vidas da

    Comenda do Paul da Golegã, na dita Ordem. Assinatura do Príncipe Regente Dom João.

     

    50 - 1800, Lisboa, Dezembro, 5

    Carta de quitação do Príncipe Regente Dom João, confirmando o pagamento feito pelo Conde de S. Vicente, Fr. Miguel Carlos da Cunha Silveira e Lorena, de 637.500 rs. que perfaz os três quartos da Comenda de Nossa Senhora da Assunção da Azambuja (na Ordem de Cristo), que era o total mínimo requerido pela Bula do Santo Padre Alexandre VI, para o comendador ou cavaleiro da dita Ordem usufruir do privilégio de dispor em suas vidas ou em seus testamentos dos bens e rendas das ditas comendas, tenças ou benefícios, a favor de seus herdeiros, como se freires, e cavaleiros da mesma Ordem não fossem. Assinatura do Principe Regente.

     

    51 - 1802, Lisboa, Janeiro, 20

    Carta de Mercê do Príncipe Regente Dom João, da Comenda do Paul da Golegã, da Ordem de Cristo, a favor do Conde de S. Vicente, Fr. Miguel Carlos da Cunha e Silveira de Lorena, Cavaleiro Professo da dita Ordem.

    Assinatura do Principe Regente.

     

    52 - 1823, Bemposta, Abril, 13

    Carta de Mercê de El-Rei Dom João VI, nomeando como Seu Conselheiro Honorário a Manuel José Carlos da Cunha e Silveira. Assinatura de El-Rei.

     

    53 - 1864, Lisboa, Novembro, 21.

    Apólice de Seguros da Companhia Fidelidade, para uma casa pertencente ao Exmo. Senhor António José Carlos da Cunha Silveira e Lorena. Assinatura de dois directores da Companhia.

     

    54 - 1869, Lisboa, Fevereiro, 20

    Carta de Venda em Nome de El-Rei Dom Luiz I, a favor de António José Carlos da Cunha Silveira e Lorena, de uma propriedade situada na cidade de Lisboa pertencente aos bens nacionais, posta agora à venda ao público por 440.500 rs., sendo rematada pelo dito António da Cunha Silveira e Lorena.

    Assinaturas de El-Rei, conjuntamente com a do Conde de Samodães; vendo-se depois a assinatura de José Luciano de Castro, entre outras.

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    LEÃO, Duarte Nunes de. - DVARDI NONII LEONIS IVRISCONSVLTI LVSITANI CENSVRAE IN LIBELLVM DE REGVM PORTVGALIAE origine, qvi fratis Josephi Teixerae nomine circvmfertur.

    LEÃO, Duarte Nunes de. - DVARDI NONII LEONIS IVRISCONSVLTI LVSITANI CENSVRAE IN LIBELLVM DE REGVM PORTVGALIAE origine, qvi fratis Josephi Teixerae nomine circvmfertur. Olisipone. Ex officina Antonij Riparij. Typographij Regij. 1585. In 8º de [IV], 64, 49 fls. Enc.

    Rara. Obra com a origem genealógica e a história dos reis de Portugal. O autor analisa várias fontes, referindo e refutando as versões mais hipotéticas da história de Portugal. Inocêncio II, 210: "Duarte Nunes de Leão, Licenciado em Direito Civil e Desembargador da Casa da Supplicação, escriptor mui laborioso e applicado, como se vê pelas muitas obras que compoz, imprimindo algumas em sua vida, e deixando outras ainda ineditas: na reunião de Portugal á corôa de Hespanha por morte do cardeal rei abraçou calorosamente os interesses de Filippe II, cujo pretendido direito de successão defendeu por escripto contra os que o impugnavam. Exemplar bem conservado e limpo, apenas com leve restauro marginal à cabeça no frontispício da primeira obra. frontispício Encadernação da época inteira de pele com ferros a ouro na lombada e pastas, com defeitos.

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    Lote 83

    LACERDA, D. Fernando Correa de. - PANEGYRICO AO EXCELLENTISSMO SENHOR D. ANTONIO LVIS DE MENEZES Marquez de Marialua. Offerecido a sev primogenito, o senhor Pedro de Menezes Conde de Cantanhede. Escrito em gloria da nação Portugueza.

    LACERDA, D. Fernando Correa de. - PANEGYRICO AO EXCELLENTISSMO SENHOR D. ANTONIO LVIS DE MENEZES Marquez de Marialua. Offerecido a sev primogenito, o senhor Pedro de Menezes Conde de Cantanhede. Escrito em gloria da nação Portugueza. Lisboa. Na Officina de Ioam da Costa. 1674. In-8º de [14], 198 págs. Enc.

    Clássico valioso e Raro. Com retrato de D. António Luis de Menezes que raramente acompanha a obra. Exemplar limpo e bem conservado. Encadernação mais recente em meia de pele.

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    Lote 63

    FERRER, San Vicente. SERMONES ESTIVALES DE TEMPORE BEATI VINCENTII ORDINIS FRATRUM PREDICATORUM SACRE THEOLOGIE PROFESSORIS ACUTISSIMI: declamatorisque laudatissimi: cum amplissimo eorum Indice.

    FERRER, San Vicente. SERMONES ESTIVALES DE TEMPORE BEATI VINCENTII ORDINIS FRATRUM PREDICATORUM SACRE THEOLOGIE PROFESSORIS ACUTISSIMI: declamatorisque laudatissimi: cum amplissimo eorum Indice. [Lyon. Benoist Bovnyn. S. data (1525)]. In-8º de [10], 280 fls. Enc.

    Impressão gótica pós-incunábulo. Sem local nem data no cólofon mas com a gravura tipográfica do impressor de Lyon Benoist Bovnyn (exerceu de 1491 a 1538). Ilustrado com uma gravura e com frontispício com portada arquitetónica. Iniciais xilográficas e texto a duas colunas. Da folha 227 a 242 com pequeno corte de traça marginal sem afetar o texto. Bom exemplar. Encadernação em pergaminho com o título manuscrito na lombada.

    Felipe Mateu Llopis "La iconografía tipográfica de San Vicente Ferrer de los siglos XV y XVI". in  Archivo de arte valenciano, nº. 26, 1955, págs. 33-49

    Biblioteca Nacional de França, FRBNF31587742

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    Lote 51

    DIARIO ECCLESIASTICO PARA O REINO DE PORTUGAL principalmente para a Cidade de Lisboa. Para o ano de 1820. Bissexto. Ordenado pela Consegração do Oratório de Lisboa.

    DIARIO ECCLESIASTICO PARA O REINO DE PORTUGAL principalmente para a Cidade de Lisboa. Para o ano de 1820. Bissexto. Ordenado pela Consegração do Oratório de Lisboa. Lisboa. Impressão Régia. S. data. In-16º de 207 págs. Enc.

    Ilustrado com um mapa de Portugal em folha desdobrável. Revestido de bela encadernação em pano, com artísticos ferros e ouro bordados na lombada e pastas, possuindo ao centro da pasta da frente o brasão de armas de Portugal com a coroa e a trás com motivos de natureza. Dourado por folhas.

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    Lote 38

    CESARINY, Mário. - REIMPRESSOS CINCO TEXTOS COLECTIVOS DE SURREALISMO EM PORTUGUÊS DE QUE SÃO AUTORES: António Maria Lisboa. Mário Cesariny de Vasconcelos. Pedro Oom. Mário Henrique Leiria. Henrique Risques Pereira e Cruzeiro Seixas. (assinado por Cesariny)

    CESARINY, Mário. - REIMPRESSOS CINCO TEXTOS COLECTIVOS DE SURREALISMO EM PORTUGUÊS DE QUE SÃO AUTORES: António Maria Lisboa. Mário Cesariny de Vasconcelos. Pedro Oom. Mário Henrique Leiria. Henrique Risques Pereira e Cruzeiro Seixas. Lisboa. 1971. In-4º. 5 Textos. Br.

    Valorizado com dedicatória autografa de Mário Cesariny ao seu estilo carismático e obsceno para o editor Fernando Ribeiro de Mello. Antologia de textos organizada por Cesariny e Cruzeiro Seixas com os seguintes textos: A Afixação Proibida, Surrealismo e Manipulação, Aviso a Tempo por Causa do Tempo, Para Bem Esclarecer as gentes, Não Há Morte na Morte de André Breton, Para Bem Esclarecer as Gentes que Continuam à Espera e Para Bem Esclarecer as Gentes que Continuam à Espera, os Signatários Vêm Informar que: Editado por Mário Cesariny e por Artur Cruzeiro Seixas, em tiragem limitada a 250 exemplares numerados, este com o nº 189. Ilustrado por Cruzeiro Seixas.

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    Lote 34

    CASTANHEDA, Fernão Lopes de. - HISTÓRIA DO DESCOBRIMENTO E CONQUISTA DA ÍNDIA PELOS PORTUGUESES. HO SEXTO LIVRO.

    CASTANHEDA, Fernão Lopes de. - HISTÓRIA DO DESCOBRIMENTO E CONQUISTA DA ÍNDIA PELOS PORTUGUESES. HO SEXTO LIVRO. Coimbra. João Barreira. 1554. In-4º de [4], CXCVIII págs. Enc.

    Primeira edição desta valiosa e raríssima coleção quinhentista. É apenas o volume cinco da coleção composta por oito volumes. Frontispício com uma bela portada arquitetónica. Ilustrado na página seguinte da licença com uma gravura com o brasão de armas de Portugal. Muito raro de aparecer no mercado, a última aparição desta obra foi em 2015, embora também incompleta. Encadernação da época em carneira com o titulo manuscrito na lombada.

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    Lote 33

    CAPELLO E R. IVENS, H. - DE BENGUELLA ÁS TERRAS DE IÁCCA.

    CAPELLO E R. IVENS, H. - DE BENGUELLA ÁS TERRAS DE IÁCCA. Descrição de uma viagem na Africa Central e Occidental. Comprehendendo as narrações, aventuras e estudos importantes sobre as cabeceiras dos rios Cu-nene, Cu-bango, Lu-ando, Cu-anza e Cu-ango, e de grande parte do curso dos dois ultimos; alem da descoberta dos rios Hamba, Cauali, Sussa e Cu-gho, e larga notícia sobre as terras de Quiteca N'bungo, Sosso, Futa e Iácca. Expedição organisada nos annos de 1877-1880. Edição ilustrada. Volume I (e Volume II). Lisboa. Imprensa Nacional. 1881. 2 Vols. In-8º Encs.

    Rara. Ilustrada com os retratos dos autores e dezenas de ilustrações no texto no texto e em separado. Possui vários mapas em separado e com os dois mapas em folhas desdobráveis de grandes dimensões acondicionados no final, que raramente acompanham a obra. Encadernações editoriais em tela.

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    Lote 29

    CAMÕES, Luis de. - ESTROFES DE OS LUSÍADAS «EROS E ARES». Introdução por Eduardo Lourenço. Gravuras de Gil Teixeira Lopes.

    CAMÕES, Luis de. - ESTROFES DE OS LUSÍADAS «EROS E ARES». Introdução por Eduardo Lourenço. Gravuras de Gil Teixeira Lopes. Lisboa. Diprove. 1980. In-Fólio. Enc.

    Assinado por Eduardo Lourenço e Gil Teixeira Lopes no frontispício. Exemplar número 48 de uma tiragem de 100 em papel Fabriano, contendo 10 águas fortes numeradas e assinadas por Gil Teixeira Lopes. As chapas de cobre utilizadas para a impressão foram inutilizadas após a mesma. As gravuras foram impressas por Humberto Marçal. Introdução por Eduardo Lourenço num belo texto fac-similado intitulado «A Amorosa Iniciação». Inserida na Colecção Arcano XXI. Direcção de Teresa Alçada. Em folhas soltas acondicionado em pasta editorial em tela.

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