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CADERNOS SURREALISTAS. 3 Obras.

Lote 72

Descrição

CADERNOS SURREALISTAS. 3 Obras. 

- CATALOGO DA EXPOSIÇÃO SURREALISTA. Lisboa. Cadernos Surrealistas. 1949. In-8º de 16 págs. Br.

- BALANÇO DAS ACTIVIDADES SURREALISTAS EM PORTUGAL. Lisboa. Cadernos Surrealistas. 1946. In-8º de 16 págs. Br.

- PROTO POEMA DA SERRA D'ARGA. Cadernos Surrealistas. Lisboa. Cadernos Surrealistas. S.data. (1948). In-8º de 14, [1] págs. Br. As 3 obras. In-8º Brs.

 

Raros quando juntos mesmo com falta da "A AMPOLA MIRACULOSA" de O'Neill que é rarissima e a "Razão Ardente" de Nora Mitrani. A primeira obra muito rara, pois, é umas das poucas provas tipográficas feitas por José Augusto-França à mão que foram proibidas pela censura. "Apenas poucas foram dadas a amigos" como explica o autor no seu texto publicado na Revista Sema, com o título: NOTA IN MEMORIAN DUMA CAPA" Este exemplar pertenceu a Simon Taylor, que o autor dedicou a 2 obra.

O catálogo pretendia ser também uma clara manifestação de apoio político a Norton de Matos contra Carmona. No entanto o cartaz que deveria figurar na capa acabou por não passar na censura, ficando por isso em branco, apenas com um "X" alusivo a lápis azul. Com trabalhos de Alexandre O'Neil, António Dacosta, António Pedro, Fernando Azevedo, João Moniz Pereira, José Augusto França e Vespeira. Com uma introdução "Aviso ao Público por Causa dos Críticos e Vice-Versa" de José Augusto França e um "Postfácio a uma Actuação Colectiva" por António Pedro.

 

Artigo da Revista Sema:

O manifesto não foi, assim, impresso na capa do catálogo, que ficou em branco - apenas riscada a lápis, com um "X" alusivo. A amigos, deram-se provas tipográficas.

Em Janeiro de 1949, ao organizar a sua primeira (e única) exposição, o "Grupo Surrealista de Lisboa" decidi imprimir na capa do catálogo um manifesto político anti-fascista. Redigi eu o texto que foi aprovado pelos meus amigos, pensei-o em termos gráficos e eu próprio o compuz, manualmente.

Fui recebido, mostrei-lhe a prova tipográfica - e despertei-lhe, sem querer, as iras. Achou o sujeito que os artistas "não tinham nada que se meter em politica", e eu expliquei que não era como artistas que o fazíamos. Mas porquê publicar tal cartaz no catálogo de uma exposição de arte? "Por isso mesmo", voltei eu a explicar, acrescentando que a exposição era e não era de arte, por via do surrealismo dela. O homem teve outros "mas entãos"- e de fúria deixou cair os papeis no chão.

Muito raros. Acondicionados numa caixa artística em pele com ferros a ouro na lombada, pastas e seixas.

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